
Na noite dessa terça feira, 08, enquanto participavam de uma reunião,
os integrantes da apaixonada torcida “Canário Chopp”, a mais organizada
do estado de Sergipe, receberam a
visita de alguns jogadores do Estanciano Esporte Clube que relataram o
drama vivido por eles e as várias indefinições que pairam sob a
concentração da equipe, a menos de cinco dias para o início da maior
competição de futebol do estado, o Campeonato Estadual da Série “A”.
Após ter conhecimento do drama vivido pelos jogadores, a torcida
organizada, solidária aos atletas do canarinho, se dirigiu até a sede do
clube, localizada a Rua da Boa Viagem, para ouvir os clamores dos
atletas.
Ao chegar ao local, os torcedores e a imprensa presente ouviram
os atletas e constataram o descontentamento do grupo em relação ao
tratamento que estão recebendo. Segundo as informações, está faltando
material de trabalho e os pagamentos referentes ao aluguel da sede, a
academia e até mesmo as contas de água estão em atrasos.
De acordo com os atletas, a saída repentina de boa parte do grupo criou
um clima de incerteza entre eles e muitos dos que estão na equipe ainda
não tiveram os seus contratos assinados. “Iremos jogar amanhã sem
contrato e tememos inclusive alguma contusão, pois sabemos que a
situação dos nossos colegas com contrato já é difícil, então você
imagine se algum de nós sofrer alguma contusão antes de assinar o
contrato”, desabafou um dos novos jogadores que afirmou que as dispensas não estão sendo feitas pelo treinador.
Outra reclamação dos atletas é a péssima condição do campo onde estão
treinando. Ainda conforme os jogadores, não foi feito um calendário e
uma programação diária e nada é passado com antecedência para eles. Até o
momento, os atletas não sabem
nem sequer a escalação da equipe que irá entrar em campo nessa quarta
feira contra o Confiança,em jogo amistoso no Francão.
Além dos contratos não terem sido assinados, muitos dos jogadores que
restaram após a dispensa de nove atletas reclamam da redução dos
salários e os que foram dispensados denunciam que não receberam os dias
trabalhados e estão sem dinheiro para retornar as suas cidades de
origens.
Fonte: Diário Sergipano